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Panificação quer ampliar consumo - Postada em 16-04-2012 às 06:32:36


O consumo cearense de panificados é de 27 quilos per capita por ano, sete quilos a menos que a média brasileira

 


O setor de Panificação emprega hoje no Ceará cerca de 32 mil pessoas, mas a quantidade de empregos gerados poderia ser bem maior caso o consumo de panificados do Estado fosse ampliado e alcançasse o patamar da média brasileira. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria no Estado do Ceará - Sindpan, Lauro Martins, o consumo de panificados no estado gira em torno de 27 quilos per capita por ano, enquanto a média brasileira é de 34 quilos per capita por ano.



A fim de alavancar o consumo de panificados no Ceará e de buscar soluções para outros gargalos que também impedem a expansão de setores de massas, biscoitos e de trigo em geral, o governo do estado instalou ontem a Câmara Setorial do Trigo, que abrangerá, na cadeia produtiva, segmentos como moinhos, fábricas de biscoitos e massas, panificadoras, confeitarias, pizzarias e fornecedores. "A Câmara Setorial do Trigo surgiu a partir da necessidade de integrar as empresas do setor de e discutir soluções para os gargalos que os diferentes segmentos enfrentam no Estado", destaca o presidente da Câmara Setorial e do Sindicato das Indústrias do Trigo do Ceará - Sindtrigo, Cláudio Fontenele.



Conforme o presidente da Câmara, uma das primeiras ações da Câmara Setorial do Trigo será a criação de um selo de qualidade para os produtos panificados, garantindo ao consumidor que aquele produto que possui o selo atende às boas práticas de produção. "Essa é uma forma de conferir maior competitividade às empresas do setor", afirma.



Polo moageiro


Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Ceará - Fiec e empresário do setor, Roberto Macedo, o Ceará é hoje o segundo maior polo moageiro do País, atrás apenas de São Paulo. "Isso faz com que o setor mereça uma atenção maior. O Rio Grande do Sul, por exemplo, possui 90 moinhos, mas a quantidade moída é menor, pois são moinhos pequenos", afirma, acrescentando que, atualmente, os principais gargalos do setor de trigo são a burocracia e a carga tributária. "Quando o trigo entra no porto, ele já paga impostos, antes mesmo de ser moído. Então, o panificador, ao comprar o trigo, ele já paga os impostos do pão que ele ainda vai fazer", diz.


O Ceará também é o segundo maior importador de trigo, conforme o Sindtrigo. Por ano, o Estado importa cerca de 950 mil toneladas de trigo.


 

Fonte: Site Diário do Nordeste

 


 

 

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