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Notícia do Propan - Postada em 13-06-2005 às 12:00:00

Parceiro Fleischmann/ Mauri oferece 10 dicas de como reformar sua padaria

Além do desgaste natural de uma panificadora, o cliente se cansa do visual da loja e da disposição dos produtos, tendo que procurar estabelecimentos mais atualizados, com visual mais agradável e que preencham suas expectativas. Da mesma forma que uma loja nova atrai clientes, uma loja velha os espanta.

Estar atualizado é, portanto muito mais que uma questão de vaidade para o proprietário da padaria, mas principalmente uma estratégia para atrair e manter novos clientes.

1-A hora de reformar

Saber o momento certo de fazer a reforma na panificadora não é mais que uma questão de bom senso, mas de sobrevivência. Muitas vezes a reforma torna-se a única maneira de reverter a queda nas vendas. Um estabelecimento comercial com grande fluxo de clientes, por exemplo, sofre um desgaste natural. A montagem de uma loja, por melhor que ela seja, dura no máximo 10 anos. O segredo para se saber a hora certa é avaliar o tempo de vida da instalação e como anda sua loja, se o piso está gasto, balcões riscados e lascados, vitrines trincadas, luminoso que não ascende etc. Muitas vezes é mais fácil, e até mais compensador financeiramente, reformar do que apenas dar manutenção a isso tudo.

2-Planejamento

Nunca inicie uma reforma de maneira precipitada e sem planejamento. O mais recomendado é que você comece a pensar nela um ano antes. Esse será um prazo razoável para que você comece a levantar os custos envolvidos, os prazos necessários e, principalmente, a fazer uma previsão de recursos para empregar na obra. Identifique fornecedores e verifique a possibilidade técnica de modificações no imóvel e demais fatores envolvidos. Nunca se esqueça de manter um registro de tudo que está sendo orçado e avaliado.

3-Juntando idéias

A forma mais comum de se imaginar uma reforma é visitando casas novas e bem estruturadas. As novidades, as idéias criativas e o bom gosto de outros podem e devem ser fonte de inspiração, mesmo para quem sabe o que quer fazer. Visite aleatoriamente outros estabelecimentos, converse com colegas e arquitetos e outros profissionais especializados. Nessa junção de idéias não se esqueça de prever itens como informatização, ar condicionado, câmaras de segurança, alarmes e outros detalhes importantes. Ainda que você não os implante imediatamente, este será o momento certo para deixar prontos os conduítes e tomadas necessárias, os balcões com as medidas adequadas, etc. A pior coisa que tem é descobrir, três meses após a reforma, que não se deixou uma tomada para o terminal do computador do caixa ou que a porta da loja fica fora do ângulo para a câmara de segurança. Com planejamento isso pode até ocorrer, mas em menor escala.

4-Tendências

Junte todas as suas anotações para não deixar nada de fora. Mas não esqueça que é imprescindível que o projeto leve em conta o padrão do consumidor e a localização do estabelecimento. Por exemplo, uma loja muito sofisticada em um bairro periférico pode constranger clientes de menor poder aquisitivo, enquanto num bairro mais sofisticado isso é um atrativo. Leve em conta também às tendências de mercado, as formas e cores da moda, que nem sempre serão as que você imaginava serem mais bonitas, mas sim as que o consumidor prefere.

5-Fornecedores

Todos sabem que qualidade tem preço, mas você precisa saber onde está aplicando seu dinheiro. Preocupa-se, portanto em escolher fornecedores sólidos, com reconhecimento e referência de outras panificadoras. Existem empresas especializadas que resolvem problemas específicos de panificadoras com muito mais facilidade que marceneiros e outros profissionais que, por mais experientes que sejam, não estão habituados a esses detalhes. Segundo alguns empresários de panificação, a escolha de uma empresa que venda o pacote fechado, com projeto e mão-de-obra, pode encarecer em até 10% o preço final, mas vale a pena. Isso porque o prazo acaba sendo menor e o resultado final mais agradável, além da redução das dores de cabeça com o andamento da obra.

6-Recursos

Aqui a regra é básica; trabalhe com capital próprio. É a única maneira de conseguir terminar. Preocupe-se em dimensionar adequadamente os gastos, mas tenha uma reserva de segurança de no mínimo 50% dos gastos previstos. Pode parecer muito, mas não é. Sempre surgem imprevistos como canos que se rompem, quebra de azulejos acima do previsto, mudanças na estrutura do prédio etc. Depender de recursos bancários ou financiamentos é uma opção a ser considerada apenas quando você tem absoluta certeza da sua capacidade de saldá-los.

7-Parar ou não, eis a questão?

Decida se vai manter a padaria em funcionamento durante a obra. Essa questão é delicada, pois envolve a quebra no hábito de seus clientes, caso opte por fechar. A dica aqui é simples. Se for possível fechar, com poucos prejuízos, faça isso sem dúvida. A obra será realizada mais rapidamente e com menor risco de erros. Caso não seja possível, mantenha sua clientela avisada de que "estamos em reforma para melhor servi-lo".

8-Comece pela retaguarda

A reforma não é apenas a mudança da fachada ou das instalações comerciais. Ela envolve sua produção e estoque. Portanto, não pense apenas no decorativo. Fique atento à sua capacidade de produção, às adequações elétricas e hidráulicas para seus equipamentos e, mesmo na substituição de equipamentos obsoletos. Uma reforma bem feita sempre começa pela retaguarda, que vai assegurar que as lindas vitrines novas sejam estabelecidas com regularidade e qualidade.

9-Siga o projeto

O projeto bem feito, no início, certamente terá facilitado muito a vida do panificador que decidiu reformar. Mas nem sempre é possível se prever tudo, e novas idéias e soluções vão surgindo e sendo incorporadas ao projeto, tornando-o mais completo e aperfeiçoado. Mas, também, tornando-o mais caro. Entenda que sempre é possível mudar, mas que depois de iniciada a obra, qualquer alteração elevará o custo final de maneira significativa. Portanto, quanto possível, siga o projeto pré-estabelecido e converse sempre com o arquiteto e demais responsáveis pela obra sobre as soluções que estão sendo encontradas. Não tenha medo de expor suas dúvidas e expectativas, afinal você é quem está pagando.

10-O retorno do investimento

Uma parte importante da reforma não é a mexida na casa, em si, mas o que vem depois. Embora seja impossíveis se dimensionar antecipadamente o aumento do movimento com a reforma, e até mesmo sua queda durante é imprescindível que se estabeleça um prazo para o retorno do investimento. Estime uma elevação nas vendas em no mínimo 20% após a reforma e veja em quanto tempo será possível recuperar o dinheiro investido. Essa conta deve ser feita, para que não se gaste na casa mais do que ela pode render, colocando-se um dinheiro que não voltará nunca mais. Um ano é um prazo bastante razoável para esse retorno, mas isso depende muito do porte das reformas e do movimento a que a casa estava habituada. Pode haver pouco tempo a mais ou menos para o retorno financeiro, mas uma certeza existe: a reforma vale a pena para quem trabalha na padaria, com mais prazer, e para os clientes, que certamente se sentirão melhor e preferirão sua panificadora. E depois de checar todos esses detalhes, mãos à obra!

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